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Wednesday, October 11th, 2006

Time:7:04 pm.
velhinho
Acredite-me, acredite-se, dê-se crédito, deposite-se, penhore-se no ourives da esquina, mas antes de lá ir, pinte tudo de purpurina, faça o gosto à tia Lina, oculte a verdade revelando-se alguém cheio de vontade, despreze o jade e finja ouro, venda casquinha: Coloque a cruz no formulário onde diz: "usadinha".
Faça, desfaça, copie, picote, rasgue, rascunhe, dobre e amasse, trespasse e arrote, confirme e aborte, calque, decalque, rasure, imprima e deprima, goste, aposte, cosa, descosa, a renda proibida da sua esposa, ou até de uma prima, pintada a traços grossos de terebintina, e faça muito calor, faça chuva ou faça sol, rime, destine, atine duma vez, utilize haxixe, faça-se feliz, ofereça-se a flor que sempre quis, amor de pétala de liz, fique muito nervosinho e diga:”Como diz?”,
Ouça, oiça, parta louça, a loiça, venda o oiro e a prata, tesoiro de lata, seja ouro e laca, e pinte-se de muitas cores, uma por cada um dos seus amores, de fantasia, de pechisbeque, não apenas as muletas e o aluquete, mas as algemas e a lataria, mais o garrote e torniquete, que esta corrida, a sugar-lhe a vida, bilhete de volta e ida, a piscar-lhe o olho num beco, a espiá-lo da janela, a rir-se dentro de casa, a fingir que não vive nela, a montar-lhe uma esparrela, uma esperinha junto ao portão, e o Sr. sem fato nem gravata, a fazer trapézio sem rede, Vê-de! Inclinem as retinas, espremam tangerinas, e prestem atenção à poça que ele derramou por essa moça, atenção que patinas, equilibrado e sem mãos, e sabe como?
Metidos os pés pelas mãos, meta a moeda na ranhura, inflame um cometa de ternura, mas não cometa a bravura, de se apaixonar, assim sem mais menos, que vida já lhe foi dura e serviu-se duma urtiga, mãe gorda que castiga, e na mão engordurada antes estivesse uma espada, que a verdade é bem mais dura, é uma lacuna que perdura, cruza os dedos e jura, por Jesus, pelos pastorinhos, pelas ovelhas imaculadas (que também elas lhe pareceram sagradas na sua pose bucólica de repasto desinteressado que ainda hoje lhe causa espécime e manifesto desagrado)
Saltem-se as ovelhas, volte-se à vaca fria, está mais gordo, quem diria, casado com uma espia, periscópio do quotidiano, estroboscópio de fulano, nem ao épico jumento do presépio interessa o obséquio perpetrado por sua dona, que ao vizinho ofereceu, tudo o que era seu, a dona, que lhe vendeu tudo o que deus lhe deu, voltemos à estaca zero, o embaraço que quero discutir é o amasso que se faz sentir à noite na respiração que lhe abranda ao ritmo da alergia ao gato, quero que saiba do x-acto perdido durante a cirurgia, que o seu médico bebia, e era um frustrado jogador de canasta, vendera a mãe numa subasta, ficou a perder, mas a seu ver, padece de cataratas, deixaram-lhe os olhos num lago, inquinado e pornográfico, de dor esparramada, sem ser possível camuflar nada, até esta ruga de expressão dos tempos em que se ria contribui para a orgia do empardecer do seu semblante, frase mui interessante, por todo o texto aplaudida, desde logo se percebe onde se deve fincar a sebe, hastear a bandeira seguir o curso da moedeira até chegar à plebe, real sentimento de desgraça rir muito e não ter graça, senão aquelas disparatadas, que servem de isco para as entradas, com as quais, confesse lá Sr. Dr., conquistou por variadas vezes ao amor, sempre com o seu jeito maroto, todas lhe caíram no goto, até que um dia, gordo e afrontado, deu por si nauseado com a manifesta ingenuidade de se sentir velho para a idade, erro crasso e entrevante pois o verdadeiro bom amante não evita ser amado. Que a vida não tem hora nem fado, mas ainda assim há quem chegue atrasado.
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Thursday, May 18th, 2006

Time:4:50 am.
db
Aceitei um envelope fechado e com ele dei por pagos os meus sonhos. Ando com medo. Nunca me convenceram as alquimias.

Tu traíste-me. Mas não tens culpa. Porque o que condiciona o teu comportamento e em ultima análise o que te distingue enquanto pessoa são apenas duas coisa: As tuas experiências passadas e o teu património genético.
Se naquela altura vacilaste (chamemos-lhe assim, vacilar) e foi porque as tuas células o ditaram, não tens culpa.
Ou então, foi a educação que tiveste, aliada àquela experiência aos 6 anos de idade na qual o teu pai te deixou 30 minutos sozinha na escola à espera dele. Ficaste sozinha no átrio a experienciar um sentimento de abandono tão brutal que te deixaria para sempre com a sensação que de que mais tarde ou mais cedo alguém te haveria de falhar daquela forma outra vez. Mais tarde, aprendeste a lidar com isso antecipando quase sempre esse sentimento e deixando no átrio os teus amantes antes que eles o fizessem. Não tens culpa.
Há um livro de Dostoievski chamado “Culpa e Castigo” no qual o personagem principal passa o tempo a fugir de um crime que cometeu, para no final se aperceber de que necessitava do castigo para se sentir perdoado por dentro.
Há outro, “O Processo” de Kafka, em que o tipo passa o tempo todo a tentar encontrar a explicação para o seu castigo.
Como vês é antinatural deixar um sem o outro. É difícil, deixa-nos apreensivos.
Há um outro livro, chamado Bíblia, no qual dois amantes vivem num paraíso de maçãs e serpentes até que gaja decide fraquejar (decide fraquejar…), o que por artes e manhas faz com que sejam recambiados para aqui, para onde vivemos nós, e por acaso, só por acaso, até somos descendentes deles.
Por isso, desculpa: não te vou culpar, isso far-me-ia sentir mal e num castigo a sério o carrasco não tem sentimentos. Tenho a certeza de que arranjas para ti mesma um castigo à medida da miséria que és. E depois, perdoar é um pouco arrogante, é estar por cima do outro, e estou certo de que nos tempos que correm a ti não te falta gente por cima .
Nós, o paraíso já não temos. E eu já não tenho gosto pelos livros. Talvez porque neste momento sinta que necessito de tempo para procurar o meu crime. A ti sugiro que procures um bom castigo. No final podemos discutir tudo isto juntos e trocar impressões desapaixonadas e distantes sobre a velha e poeirenta literatura do leste da Europa.
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Friday, December 30th, 2005

Time:6:08 am.
db
Esqueci-me de dizer obrigado ao padeiro. Não há-de ser nada e o que quer que seja compõem-se. Amanha já cá estou outra vez, dobro-lhe o sorriso e a encomenda. Às 7 da manha, quando se vem duma directa o mundo é infinitamente mais simples, talvez por estarmos mais acordados que toda a gente.
Aquele gordo ali, a mamar dois moletes com manteiga, se se desleixa vai afundar a cara na meia de leite.
O azeiteiro do jornal desportivo toma um café, sem açúcar sem nada, e bebe-o como se dum shot se tratasse. Sem espinhas.
A velhota que cheira a mofo vive com uma filha marreca, cuida de seis netos gordurosos. A seguir há-de ver se compra cevada para o lanche e mais tarde ligará a tv nos programas matinais. Assim passará a sua manhã. Assim passará a tarde e a noite, e os seus últimos 13 anos, antes de ser levada a comer pelos vermes. Os bichos a rabiar hão-de achar piada ao caixão de pinho.
Antes de sair, a menina bonita dos bolos. Peço o que tenho a pedir olhando-a fixamente nos olhos na esperança de que me entenda. Não, eu não quero croissants, mas decerto ficaria mal dizer “eu quero é que venhas comigo, te sentes em minha casa, no meu sofá, e me digas baixinho qualquer coisa, tem é de ser baixinho porque baixinho é amor, e disso é que eu ando necessitado” Talvez leve também um lanche misto.
Esqueci-me de dizer obrigado ao padeiro. Não há-de ser nada e o que quer que seja compõem-se. Há dias assim. Simples.
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Thursday, December 29th, 2005

Time:5:52 am.
dab
Estamos em Junho e tu ainda tens em cima da mesa as nozes do Natal. Claro que nunca tiveste um quebra nozes e vais parti-las todas com os dentes, ou então, esmagar uma contra a outra se o cansaço to permitir.
Estamos em Junho, o calendário ostenta um enorme 6 por cima duma pintura campestre executada com o pé por um deficiente habilidoso.
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Thursday, June 30th, 2005

Subject:Parabéns!
Time:5:59 am.
diploma
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Sunday, June 26th, 2005

Time:7:35 am.
m
7 anos de namoro, 4 de casados. O Mário foi o meu único homem. O único a ver-me nua. O único com quem fiz amor. A ele perdoei-lhe sempre tudo. Aceitei sempre tudo. Até aceitei quando me pediu para perder peso a espetar agulhas no corpo apontadas por aquele doutor chinês. Eu que tenho tanto medo de agulhas. Eu pago, disseste, e eu, adivinhando ali um gesto de ternura escondido acedi. Aqui há dias apanhei uma carta doutra no bolso do casaco dele. Um clássico, parecia um filme dos maus. Disse-me que sim. Confessou tudo e ainda me culpou. Ela também casada, ela também com um filho. Fizeram amor na casa de banho. Isso nunca tínhamos feito. Embora o tivéssemos sempre feito de todas as maneiras e feitios. Eu sempre tive muito medo que ele não gostasse de mim. Desde que ele me procurasse; isso era o mais importante. No meu carro escusava de tê-lo feito.
Sabes Mário, o puto disse-me há dias que sabia que eu andava triste porque me tinha visto chorar. Se calhar tu não sabes, porque faço das tripas coração para não chorar à tua frente. É que eu sei que detestas choradeiras e também detestas que eu faça muitas perguntas e berre muito. Eu sei disso Mário, e portanto eu nunca choro, e nunca berro e nunca faço nada, Mário. O médico de família receitou-me uns comprimidos para dormir, que nem isso eu faço bem agora, espero que não sejam de farinha, é que as coisas cá por dentro não andam a fluir muito em, não há necessidade de espessá-las.
Disseste-me que ela era pior que eu na cama. Era gorda e alta e era feia. Não sei o que é pior. Fiz sempre o que tu querias na cama. Era bom quando fazíamos amor? Eras sempre um animal. Sempre em cima de mim sempre em todo lado, quando é que isso se perdeu, que dor de cabeça. Tenho de telefonar à minha mãe; está decidida a levar-me à bruxa. Hoje tenho de dormir mais de 3 horas. Até os colegas de trabalho avisaste de modo a que quando eu ligasse nada se passasse. Tudo em meia dúzia de semanas, que vou fazer à minha vida? Soltas as palavras como se já não me conhecesses como se já não partilhasses nada comigo. Excepto a culpa, porque essa, tu não tinhas o par de tomates necessário para a carregar sozinho. Alias, desconfio que a carta deixaste-a de propósito no bolso. És uma merda Mário. E agora queres o divórcio, suponho que também queiras a tua caixa de brinquedos de volta, os teus vinte anos, o teu primeiro amor? Temos um filho juntos porra!
As lágrimas outra vez, tu não gostas já sei. Vou enxugá-las, Deus nos livre de tu sofreres ao ver-me dorida. Vou dizer-te que não dói nada, como da primeira vez na casa da tua mãe, no quarto dos teus pais. Não doeu nada Mário, és tão meiguinho.
Eu faço tudo para não ficar sozinha. Há quanto tempo é que eu não durmo? Já não consegues dizer que me amas. As palavras já não te saem e eu não sei porquê. Eu faço o que for preciso mas não me deixes sozinha, meu merdas. Vir com papéis de divórcio a falar de tudo com a maior das naturalidades, até tens coragem de me dizer que podemos lucrar em termos de impostos, não te importas de me deixar a casa. Tenho que certeza que lá deixas o filho também e toda a culpa e responsabilidade. Espero que te enforques. Se me deixares sozinha, vou dar em doida, vão duplicar-me a dose de farinha. Ontem esqueci-me do teu filho na banheira. Quando o miúdo chamou por mim estremeci de alto a baixo. Tenho muito medo, Mário.

Li uma história ao Francisco antes de ele adormecer, tal como faço todas as noites, antes de ser rejeitada por ti. No final ele disse-me: Conta outra, mãe. Essa história não é boa para dormir.
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Friday, June 3rd, 2005

Time:11:10 pm.
descrição
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Tuesday, May 3rd, 2005

Time:3:46 am.
descrição2
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Time:3:45 am.
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Por vezes, penso que a minha vida é governada por um karateca louco do qual eu fujo, e que devagarinho que vai dando porrada. Outras vezes, o karateca faz-me festinhas.
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Monday, April 18th, 2005

Time:10:05 pm.
2221
Desde que aquele autocarro partiu tudo se liquefez. E a todo custo prendo as coisas boas ao meu peito. Sabes, o álcool que todas noites me queima o fígado é o formol que conserva sem mácula todas as memórias que tenho tuas.
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Time:10:03 pm.
2222
Diz o que tu queres. Mas tens de investir nela.
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Sunday, April 10th, 2005

Time:3:13 am.


Dois larápios levaram-na para as colinas após haverem levantado tudo o que podiam do seu cartão de Multibanco. Desentusiasmados, vacilaram no momento de a violar. Após acesa discussão, decidiram-se a fazê-lo (mas só um bocadinho) para não lhe rebentar com a auto-estima.
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Friday, April 8th, 2005

Subject:Voto útil
Time:1:09 am.
deição
Programa eleitoral se for eleito: Parricídio na maternidade. Genocídio dos maiores de idade. Suicídio da saudade.
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Time:1:03 am.
d
Assim como assim, pegaste no casaco e disseste boa-noite. Olhar vidrado de ódio, alma ensopada na fé, isto não vai custar nada e amputaste-te a nós. Foi uma cirurgia limpinha, tipo faca quente na manteiga.
Calcei um par de luvas diferente por cada carta que te escrevi. E as canetas, os papéis, e as mentiras, foram sempre diferentes em cada carta que te escrevi. Porque eu sou uma criança do caralho, mas pelo menos tenho imaginação. E pensei que isso bastava.
Volvidos tantos anos ainda a cicatriz ornamenta o meu peito. E já agora, minha puta, vou-te mandar a conta da loja das plantas. As flores do jardim em frente nunca mais deixaram de cuspir labaredas de ódio. Quando lhes pergunto porquê, guiam as pétalas contra o chão, querendo com isto dizer que desejam sufocar, porque deixaram de ser pisadas por ti. Mas não te chateies. Os malmequeres são porreiros, mas às vezes conseguem ser muito picuinhas. É só isso. De certeza que são eles que têm a culpa.
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Monday, October 25th, 2004

Time:2:28 pm.
doggy
Vinha podre de bêbado quando encontrou o cachorro na rotunda onde o deixara. Saiu do carro. Antes de o esventrar, ainda o cão teve tempo de dizer “Filho da puta, eu amei-te como ninguém".
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Thursday, October 21st, 2004

Time:9:35 pm.
run

Faz o seguinte: Levanta o corpo da cadeira que o teu rabo deixou quente. Pega no casaco e diz boa noite. Foge depressa e nunca mais te deixes apanhar. Amanhã estarás longe e isto não passara de um passado enublado já sem dono. Se me pedires, as memórias destacar-se-ão de ti e colar-se-ão à alma de outra pessoa. Tu, vazio, atrairás para dentro de ti aquilo que a sorte te trouxer. Mas atenção: Não fales a ninguém da minha existência.
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Thursday, October 14th, 2004

Time:1:37 am.
tomorrow

Hoje levantei-me, fui aos correios, paguei um selo e colei-o na testa.
Disse bem firme: "Primeiro vou querer que me embalem. Depois, é favor enviar-me no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio"
O velhote atrás de mim escacou-se a rir.
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Thursday, October 7th, 2004

Time:7:06 pm.
mao

- Tome-me o pulso Sr. Dr. Veja bem com que linhas me cosi. Os pontos todos mal dados.
- Foi por andar de peito nu…
- Desconfio muito de anestesias.
- …que ele se lhe crivou de balas.
- Há esperança?
- Tem a alma a derramar-se. Está a tingir-me a alcatifa.
- Quero um remédio eficaz: um astro descontrolado em excipiente de orvalho.
- Para si, meu caro, nem a faca.
- Nem a faca?
- Sabe, a cirurgia da aorta não passa dum placebo.
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Wednesday, October 6th, 2004

Time:6:26 pm.
matches
A alma pronta a ser leiloada: a quem me vender esta noite?
(Quero uma dona bondosa. Que se chame nuvem. E finja deixar-me guiá-la.)
Paremos o momento seguinte e trocemos dele antes que aconteça. Enalteça-mo-lo mais tarde. Este olhar do céu que antecede o grande vôo. Voar, por vezes não é mais do que forçar as asas.
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Tuesday, October 5th, 2004

Time:6:26 pm.
summer
Hoje vai recomeçar a chover e o meu pátio vai soltar o seu cheiro a terra. Se calhar vou ter de ligar o termóstato dos peixes do aquário. É frio outra vez. E a minha avó esta à espera de morrer no hospital.
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